Duas noites sem dormir e a ansiedade tomava conta de mim, parecia que isso nunca tinha acontecido e eu não sabia muito bem o que estava acontecendo.
Enfim, chegou o dia de te encontrar e esse dia não passava, as horas que faltavam se multiplicavam e tudo parecia ser mais devagar. O sentimento era real, pois sabia bem o que aconteceria entre aquelas paredes e temia a minha reação ao te ver. Minhas mãos suavam, apertei com a mão trêmula o botão do elevador, subi e fui ao teu encontro. Eu sentia medo ou uma espécie de ansiedade que deixava o coração descompassado, já não mais se acelerava, ele estava mesmo sem ritmo, assim como eu já deitada na sua cama.
Quando senti sua mão me tocar, um ar gelado entrou pela janela e tomou conta de todo o meu corpo, nunca havia sentido nada assim. Fiquei surpresa e queria mesmo que não terminasse mais, queria mesmo que aquele momento em que fomos um estivesse congelado, até agora.
Estava ali ao seu lado, te vendo de perto, cada detalhe de teu corpo, agora cada detalhe teu era meu conhecido, e eu deveria estar me sentindo uma das pessoas mais felizes por ter tido a oportunidade de ter tido você, mesmo que por horas.
O sentimento esperado não aconteceu, toda ansiedade foi trocada por um sentimento estranho assim que eu saí do teu quarto e sinceramente não sei o que é.
O descompasso do meu coração foi substituído por um vazio. Acredito que nesse vazio eu possa encontrar o motivo de eu ter ido ao teu quarto e ter me entregado aos seus encantos.
Enquanto espero você voltar, espero também a ansiedade voltar a descompassar meu coração quando eu pensar em você, pois esse é o sentimento que quero aqui ao meu lado. Ficar na minha memória os seus olhos que me olhavam e não o abraço gélido que me deu ao me despedir.
Talvez o descompasso passe,
eu espero que não.
sábado, 28 de maio de 2011
descompasso
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